sexta-feira, 18 de maio de 2012

MY BLOODY VALENTINE


Dia dos Namorados Macabro 3D falha no roteiro, mas mata a saudade dos óculos de terceira dimensão

pub. dia 14/03/2009 por Gladson Fabian - fabianjournalsociety@yahoo.com.br

Em um filme que conta com o protagonista da série pop “Supernatural”, Jensen “Dean Winchester” Ackles para catapultar os números de bilheteria, deveríamos esperar um bom filme de terror nas telas do Dia dos Namorados Macabro 3D (My Bloody Valentine 3D), que estréia essa semana em Curitiba. Deveríamos, pois aqueles que buscam um bom roteiro na linha do seriado de TV, podem se decepcionar com o que assistirão.

A idéia básica não foge do modelo básico do cinema de terror para adolescentes: uma série de assassinatos acontece novamente em uma pequena cidade americana no momento em que retorna o principal protagonista da história passada à cidade, o jovem Tom, ex-namorado da heroína do filme Sarah Palmer, a bela atriz Jaime King, que protagoniza a esposa do xerife da cidade. O assassino, que era dado como morto por todos, aparentemente é o responsável por cometer os homicídios e todos acusam Tom de ser responsável pela tragédia ao voltar para sua cidade após dez anos.

Remake do original lançado no início dos anos 80 do século XX, o filme falha na continuidade de seu roteiro, repleto de clichês que testam a paciência de quem assiste a hora e meia de filme, mas que pode deixar felizes jovens e adultos que não tenham acesso a filmes eróticos, pois logo nos 30 primeiros minutos temos uma cena que podemos chamar “terrir-erótico”, com uma perseguição de uma loura nua pelo assassino da picareta…

Se o filme falha em todo o seu roteiro, pelo menos aqueles que entrarem (por opção ou erro) nas salas de cinema que exibem a película, poderão matar saudades dos óculos 3D, sentir emoções e rirem com suas próprias reações ao serem surpreendidos com objetos que saltam da tela e parecem ir em direção ao espectador.

Sem dúvida, com as inovações tecnológicas e com uma “boa mão” em textos e roteiros, teremos bons resultados nessa nova onda de filmes 3D que vem nos próximos anos.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

SÓ NO PLAYSTATION



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CARTAZ JTG 1

REPLAY LAN: PRA QUEM GOSTA DE REALIDADE VIRTUAL


Amigo leitor, se você gosta de jogos em rede, internet bem rápida e um bom café, teu lugar é na
Replay Lan!


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ECOLOGIZANDO

Permacultura. Bio-construção. Agroecologia. Que diacho é isso tudo? Conforme o prometido na reportagem especial sobre o carnaval ecológico em SãoLuiz do Purunã, nosso amigo João Paulo Santana agora nos esclarece esses conceitos. Leia a carta que ele nos enviou:


Olá pessoal do TiraGosto!

Hoje ao ler um livro, consegui parar por um momento e refleti a respeito do meu futuro e da maneira como conduzirei minha vida. Pensei também na melhor maneira de explicar para as pessoas o que é este estilo de vida que levo e os motivos pelos quais me tornei a pessoa que sou.

Quando digo que sou bio-construtor, permacultor ou um iniciante dos estudos da agroecologia não é raro eu já imaginar como retirar a expressão de espanto do rosto das pessoas. Na verdade não existe mistério, e sim explicações. Se analisarmos a palavra “bio-construção” , podemos pensar que é um termo contraditório, uma vez que “bio” significa vida e não tem nada a ver com construção.

Pois bem, este termo bio-construção foi adotado para denominar as construções que buscam deixar o menor impacto ambiental possível no meio em que serão inseridas, de maneira a respeitar a vida e a biosfera. Podemos chamar portanto de bio-construção uma construção feita com barro, bambu, madeira, grama e materiais que possam ser absorvidos pelo meio ambiente ou busquem causar o menor impacto ambiental possível.

A permacultura é um conjunto de técnicas e práticas que buscam trazer literalmente uma cultura permanente (”Permanent Culture” em inglês) para o estilo de vida das pessoas e maneiras de realizar planejamento territorial, seja este território uma casa, uma chácara, uma fazenda ou até mesmo uma cidade. Está contido no mesmo conjunto de técnicas o equilíbrio entre homem e natureza, tentando se reproduzir os sistemas para o benefício humano da mesma maneira como são no meio ambiente, ou seja, em equilíbrio.

Da mesma maneira, a agroecologia é o resultado da produção de alimentos com técnicas e práticas ecológicas. Na agroecologia não são utilizados agrotóxicos ou fertilizantes industriais. Em vez disto, buscam-se desenvolver e aplicar os fertilizantes da própria natureza e o controle de pragas através do equilíbrio do sistema onde se está cultivando. Os sistemas agroecológicos buscam sempre equilibrar o que está em excesso ou em falta para que se reproduza ali como é no meio ambiente a produção de alimentos ou o cultivo da terra.

Podemos concluir portanto que agroecologia e permacultura abordam as mesmas técnicas e métodos, porém o pessoal da agroecologia desenvolve mais as técnicas relacionadas à agricultura e o pessoal da permacultura desenvolve mais as técnicas relacionadas a construções. Tudo isso está dentro da Ecologia.


pub. dia 10/03/2009 por João Paulo Santana – Bio-construtor e Permacultor / (41) 8826 3526

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UM FILME SENSORIAL

“EVA”, a mais nova produção do cinema independente de Curitiba tem a fragilidade como ponto principal e só foi possível pela interação da equipe com o projeto


pub. dia 08/03/2009 por Vanda Moraes - vandymoraes@yahoo.com.br


“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Todo cineasta brasileiro ou apreciador desta arte já ouviu este, que é o conceito do cinema independente neste país. O curioso é perceber que, em Curitiba, este conceito não mudou.


Exemplo claro disso é o filme “EVA”, cujas filmagens foram finalizadas neste sábado, 07 de março. O filme, definido pelo diretor Arnaldo Belotto como simplesmente “sensorial” teve dois meses de gravações, sendo que foi filmado apenas nos finais de semana, já que todos da equipe têm trabalhos paralelos. “Nunca fiz cinema com dinheiro, sempre vivi este lado independente e autoral”, contou Belotto. “O termo independente não cabe para o “EVA”, porque é um filme dependente da equipe e das empresas que nos ajudaram com comida e equipamento. Enfim, cada pessoa doou um pouco do seu dinheiro, da sua atenção e muito do seu tempo”, avaliou.

Mas, a falta de dinheiro não representa um problema para nenhuma das 27 pessoas da equipe. Ao contrário, o filme só é possível pela interação que se percebe com a câmera ligada ou não. A maior parte das pessoas que tornaram o projeto de Belotto possível nunca tinha trabalhado com cinema. Entre eles o ator principal Bruno Girello que, além do filme, faz teatro e é cozinheiro. Como ele concilia todas as atividades? “É bem tranqüilo, me organizo bem com todas as funções, na essência as três são bem parecidas. Me canso, mas gosto.”, sintetizou Girello.

“EVA” é o primeiro longa-metragem do diretor. Segundo ele, este novo momento está sendo bastante tranqüilo, apesar de a escolha da equipe ter sido um tanto difícil, já que na produção de seus curtas, Belotto trabalha com poucas pessoas ou sozinho. “O roteiro passou em diversas mãos, tentei muitas pessoas antes de chegar a esta equipe final, mas no fim acabou em mãos certas”.

A equipe final é formada por sócios do diretor na Produtora Destilaria do Audiovisual, nas funções de direção de fotografia, assistente de fotografia e edição. Os outros integrantes são pessoas que Belotto conheceu através da internet e que tinham vontade de trabalhar em um filme. Já os atores foram selecionados de acordo com suas semelhanças com os personagens. No final todos acabaram somando para a construção do projeto. “Quando não existe incentivo financeiro devemos ser criativos, todos gostam de criar”, afirmou Belotto.

Para a atriz Carolina Fauquemont, é importante que diretores locais estejam colocando suas idéias em prática. “Fiquei feliz de saber que ele (Belotto) faria um longa independente. Eu admiro muito as pessoas que desenvolvem suas idéias, dão vida aos seus projetos”, afirmou. A atriz, que já realizou alguns trabalhos em cinema considera a participação em “EVA” como especial pelo fato de já conhecer o diretor e estar familiarizada como formato do projeto. “Eu sempre participei de curtas metragens independentes em Curitiba. Poucas vezes consegui dizer não. Essa arte me pega!”, disse.


Com as gravações encerradas, Belotto parte para a etapa de edição do filme. O término das filmagens desperta emoções antagônicas. “Totalmente deprimido com o término das gravações! Afinal, tudo isso deixará saudades. Mas, feliz com o resultado da captação e super ansioso pelo processo da edição, design de som e finalização”, afirmou o diretor.

A nós, resta esperar o dia 26 de julho, quando, de acordo com a equipe, o filme estará finalizado.


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A idéia como resultado de uma relação virtual



Uma parte da equipe que realizou o filme “EVA” conhecia o diretor apenas pela internet. O roteiro foi enviado ao ator principal pelo e-mail e a assessoria de imprensa divulga a produção através de contatos pela rede.

A equipe e o elenco foram escolhidos e, em 14 dias de gravações espalhados em finais de semana de janeiro e fevereiro de 2009, as filmagens acabaram. Agora, o diretor, o editor Lucas Negrão e a equipe de som entram em estúdio para a finalização. Esta é a etapa mais difícil segundo os responsáveis pelo som direto e pelo design de som Bem-Hur Lima Pinto e Rennan Deodato. “A proposta é fazer algo inovador e até arriscado”, afirmou Deodato.

A trilha sonora será toda original, composta pelo Duo Felixbravo, que também faz uma participação no filme. O diretor pretende criar algo inédito através do vazio e da fragilidade do personagem. Para isso o filme terá alguns momentos de silêncio absoluto e outros em que apenas o som ambiente será ouvido, com poucos diálogos.


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