JTG acompanha uma missa do padre multimídia Reginaldo Manzotti na igreja do Guadalupe
pub. dia 01/04/2009 por Franco Caldas Fuchs – francofuchs@gmail.com
A equipe do TiraGosto resolveu assistir a uma missa. Isso mesmo. Nós aqui também temos a nossa fé, e como ninguém da redação tinha assistido a uma missa do padre Reginaldo Manzotti, que já há um bom tempo tornou-se um fenômeno da mídia, o JTG decidiu ir à paróquia Nossa Sra. do Guadalupe. Ali, toda quinta-feira às 20h, Manzotti faz celebrações que são posteriormente veiculadas na televisão pela Paraná Educativa.
À procura do padre
A reportagem chegou às 17h na igreja e logo saiu à procura do padre Manzotti para uma entrevista. Na lojinha que existe no andar térreo da construção, perguntamos sobre o seu paradeiro a um simpático senhor, que descobrimos ser Antônio Manzotti, pai de Reginaldo. Antônio, infelizmente, disse que seria impossível falar com o seu filho naquela tarde sem termos combinado um horário com antecedência.
Padre Manzotti é realmente um homem muito ocupado. Realiza missas não só na paróquia Nossa Sra. do Guadalupe, como pelo Paraná afora e em outros estados do país. Entre outras atividades, também apresenta programas na rádio Evangelizar AM e mantém um portal na internet.
>>>
sexta-feira, 18 de maio de 2012
O sagrado e o profano
Ao sairmos da loja, um fato curioso. No chão encontramos um santinho, que não era de Santo Expedito nem de nenhum outro santo conhecido. O papelzinho dizia apenas: “Karol, iniciante, loira, 21 anos. Local central. 3039-3544”.
Mas se o leitor pensa que isso é uma profanação de um espaço religioso, saiba que encontrar tal propaganda de serviços sexuais ali não é tão estranho quanto parece. Afinal, a igreja do Guadalupe está encravada no centro de Curitiba, tendo bares e casas de prostituição como vizinhos de rua.
Some-se isso ao fato de que, por fora, em algumas partes a igreja passa por reformas – há estruturas de concreto bruto inacabadas – externamente o visual da paróquia é bem pouco convidativo. Todavia, quem entra nessa casa de Deus muda completamente de opinião.
O interior amplo da igreja, o pé-direito enorme, suas paredes dominadas por uma camada de tinta novinha, azul bebê, e ainda seus belos vitrais, são um bálsamo para os olhos. Sem falar da temperatura amena que reina ali dentro – um alívio para quem acabou de subir uma das duas extensas rampas de acesso até a igreja.
.
Mas se o leitor pensa que isso é uma profanação de um espaço religioso, saiba que encontrar tal propaganda de serviços sexuais ali não é tão estranho quanto parece. Afinal, a igreja do Guadalupe está encravada no centro de Curitiba, tendo bares e casas de prostituição como vizinhos de rua.
Some-se isso ao fato de que, por fora, em algumas partes a igreja passa por reformas – há estruturas de concreto bruto inacabadas – externamente o visual da paróquia é bem pouco convidativo. Todavia, quem entra nessa casa de Deus muda completamente de opinião.
O interior amplo da igreja, o pé-direito enorme, suas paredes dominadas por uma camada de tinta novinha, azul bebê, e ainda seus belos vitrais, são um bálsamo para os olhos. Sem falar da temperatura amena que reina ali dentro – um alívio para quem acabou de subir uma das duas extensas rampas de acesso até a igreja.
.
Igreja lotada
O relógio no alto do edifício Itália marca 20h. 10º. A missa começa. O interior da igreja está completamente lotado – “Tinham que fazer um igreja maior”, diz um homem com o filho no colo – e há cerca de duzentas pessoas do lado de fora, que se espalham pelas duas rampas laterais. São homens e mulheres, crianças, adultos e velhos, em sua maioria bem arrumados e de banho tomado.
No meio desse turbilhão, destaca-se um casal de bêbados, que participa ativamente da missa, seja cantando ou fazendo comentários absurdos, para a indignação dos seguranças do local.
.
No meio desse turbilhão, destaca-se um casal de bêbados, que participa ativamente da missa, seja cantando ou fazendo comentários absurdos, para a indignação dos seguranças do local.
.
Desenvoltura digna de um astro de rock
“Hey, hey, hey, Jesus é nosso rei”, é o que diz uma canção do padre Manzotti, num estilo que parecia da jovem guarda. Muitas pessoas choram, se emocionam, cantam e fazem coreografias com as mãos. “Agora só nas palmas!”, incendeia Manzotti.
Em certo momento, o padre pergunta ao público: “Valeu a pena chegar 1 hora antes?” E a multidão – vinda de bairros distantes, da região metropolitana e outras cidades – responde em alto e bom som: “Valeu!”
Medalhinhas de Nossa Sra. são distribuídas e disputadas quase aos tapas pelos fiéis. Mas além das medalhinhas há outros artefatos que podem ser adquiridos durante a missa. Do lado de fora da igreja há uma barraquinha que vende desde camisetas de Reginaldo Manzotti, bem como seus cds, livros e bonecos “Manzottinho” (confeccionados em tecido, com fragrância de jasmim).
.
Em certo momento, o padre pergunta ao público: “Valeu a pena chegar 1 hora antes?” E a multidão – vinda de bairros distantes, da região metropolitana e outras cidades – responde em alto e bom som: “Valeu!”
Medalhinhas de Nossa Sra. são distribuídas e disputadas quase aos tapas pelos fiéis. Mas além das medalhinhas há outros artefatos que podem ser adquiridos durante a missa. Do lado de fora da igreja há uma barraquinha que vende desde camisetas de Reginaldo Manzotti, bem como seus cds, livros e bonecos “Manzottinho” (confeccionados em tecido, com fragrância de jasmim).
.
ONIPRESENÇA QUASE DIVINA
Às 20h50 é celebrada a eucaristia e as hóstias são distribuídas até para quem está do lado de fora da igreja. Na verdade o fato de ter gente para fora é tão normal que por ali também há caixas de som. Quem não pode ver a missa direito, pelo menos ouve bem as músicas e orações.
Já no finalzinho do ritual, após mais algumas bênçãos, o padre faz um último lembrete: ” e quem puder, não deixe de acessar nosso site: www.padrereginaldomanzotti.org.br !
É o esforço de Manzotti, “o padre Marcelo de Curitiba”, para atingir uma onipresença quase divina. Seja na igreja, na televisão, no rádio ou na internet, só dá ele.
Dez.2007 - reportagem especial "Essa missa é um show!" da edição zero do TiraGosto por Franco Caldas Fuchs
Já no finalzinho do ritual, após mais algumas bênçãos, o padre faz um último lembrete: ” e quem puder, não deixe de acessar nosso site: www.padrereginaldomanzotti.org.br !
É o esforço de Manzotti, “o padre Marcelo de Curitiba”, para atingir uma onipresença quase divina. Seja na igreja, na televisão, no rádio ou na internet, só dá ele.
Dez.2007 - reportagem especial "Essa missa é um show!" da edição zero do TiraGosto por Franco Caldas Fuchs
.
O PECÚLIO DE LÚCIFER
pub. dia 07/04/2009 por Léo Gluck – gluckose@hotmail.com
Enquanto existir, por efeito das leis e dos costumes, uma condenação social, que produza infernos artificiais no seio da civilização, e desvirtue com uma fatalidade humana o destino, que é inteiramente divinal; enquanto os três problemas do século - a degradação do homem pelo proletariado - a perdição da mulher pela fome - a atrofia da criança pelas trevas - não forem resolvidos; enquanto em certas regiões for coisa possível a asfixia social; ou, noutros termos, e sob aspecto mais amplo - enquanto houver na terra ignorância e miséria, não serão os livros como este, de certo, inúteis.
Hauteville House, 1 de janeiro de 1862.
VICTOR HUGO - Os Miseráveis
Sobre mim, neste instante, desce um tal orgulho de não pertencer à classe dos indignos de coração. À classe dos que fazem de tudo por dinheiro, dos que se arrastam na miséria em busca do tesouro, dos que inopinadamente galgam alguns degraus na porca e hedionda hierarquia da pecúnia e acham normal mostrar a todos os outros que os cremes nos quais se besuntam custam mais caro que todo o lar que a massa ignara demorou uma vida para pôr de pé. Quando eu penso que não sobra dessas pessoas um único fio de cabelo sem lama grossa que indique um fim de vida mediano ou talvez uma opaca luz no fim do túnel, me ponho a classificar a raça humana como um dos grandes erros da História Clássica.
Ninguém me faz pensar que os dinossauros arrastariam as carcaças enormes e de aura límpida atrás de miseráveis contas públicas ou que as teriam treinado para suportar a necessidade de ir tão baixo em sua existência.
Nós somos um erro. De cálculo, de tempo e de espaço. Nós viemos para esse mundo para brigar por coisa pouca, por mesquinharia, por pequena estupidez. Não fazemos o mínimo uso do que temos de maior, mas, por nossa vez, fazemos total uso do que temos de menor. E, o que agrava tudo, o fazemos para “obter” o que há de menor. Talvez eu idealize a coisa toda romanticamente, mas fato é que não passa um dia sem que o ‘vil metal’ não nos assole a todos com os mínimos problemas que somente ele cria e que nós jamais resolveremos. Tempos faustianos imemoriais, quando já a alma é facilmente negociável e o corpo é facilmente removível; podemos dispor de tudo! Não sobra nada, tudo foi transacionado. O que significará empunhar, altivamente, a autêntica bandeira de quem disse todas as letras de vocabulário próprio e não vendeu, trocou, escambou, permutou, pernoitou (as prostitutas, essas sim são gente digna, cuja ofensa - se a há - tem somente o corpo como destino), escudou ou esfalfou nenhuma? Temo a resposta. Tenho asco, engulhos e vontade de vomitar nauseabundamente quando penso que foi para isso que viemos.
Não, douto leitor, não foi para amar e ser amado que você veio. Eu sinto muito. Foi para pedir emprestado tudo o que você não consegue roubar. Foi para roubar tudo o que você não consegue legítima e nobremente possuir. Foi para não possuir o que você não consegue enxergar. Foi para não enxergar o que você não consegue imaginar. Foi para não imaginar o que você sequer considera. Foi para não considerar o que te é de pouco valor. Foi para pouco valorizar o que você empresta. Tudo se resume num papel descorado e gasto cujas letras ninguém lê, porque ler, meu caro, é o menos importante.
.
Hauteville House, 1 de janeiro de 1862.
VICTOR HUGO - Os Miseráveis
Sobre mim, neste instante, desce um tal orgulho de não pertencer à classe dos indignos de coração. À classe dos que fazem de tudo por dinheiro, dos que se arrastam na miséria em busca do tesouro, dos que inopinadamente galgam alguns degraus na porca e hedionda hierarquia da pecúnia e acham normal mostrar a todos os outros que os cremes nos quais se besuntam custam mais caro que todo o lar que a massa ignara demorou uma vida para pôr de pé. Quando eu penso que não sobra dessas pessoas um único fio de cabelo sem lama grossa que indique um fim de vida mediano ou talvez uma opaca luz no fim do túnel, me ponho a classificar a raça humana como um dos grandes erros da História Clássica.
Ninguém me faz pensar que os dinossauros arrastariam as carcaças enormes e de aura límpida atrás de miseráveis contas públicas ou que as teriam treinado para suportar a necessidade de ir tão baixo em sua existência.
Nós somos um erro. De cálculo, de tempo e de espaço. Nós viemos para esse mundo para brigar por coisa pouca, por mesquinharia, por pequena estupidez. Não fazemos o mínimo uso do que temos de maior, mas, por nossa vez, fazemos total uso do que temos de menor. E, o que agrava tudo, o fazemos para “obter” o que há de menor. Talvez eu idealize a coisa toda romanticamente, mas fato é que não passa um dia sem que o ‘vil metal’ não nos assole a todos com os mínimos problemas que somente ele cria e que nós jamais resolveremos. Tempos faustianos imemoriais, quando já a alma é facilmente negociável e o corpo é facilmente removível; podemos dispor de tudo! Não sobra nada, tudo foi transacionado. O que significará empunhar, altivamente, a autêntica bandeira de quem disse todas as letras de vocabulário próprio e não vendeu, trocou, escambou, permutou, pernoitou (as prostitutas, essas sim são gente digna, cuja ofensa - se a há - tem somente o corpo como destino), escudou ou esfalfou nenhuma? Temo a resposta. Tenho asco, engulhos e vontade de vomitar nauseabundamente quando penso que foi para isso que viemos.
Não, douto leitor, não foi para amar e ser amado que você veio. Eu sinto muito. Foi para pedir emprestado tudo o que você não consegue roubar. Foi para roubar tudo o que você não consegue legítima e nobremente possuir. Foi para não possuir o que você não consegue enxergar. Foi para não enxergar o que você não consegue imaginar. Foi para não imaginar o que você sequer considera. Foi para não considerar o que te é de pouco valor. Foi para pouco valorizar o que você empresta. Tudo se resume num papel descorado e gasto cujas letras ninguém lê, porque ler, meu caro, é o menos importante.
.
SUPER COMPUTADOR POR R$1.500,00
Excelente computador pra fazer edição de vídeo, edição de fotos e/ou pra jogar qualquer game. Confira as configurações desta máquina (peça única):
- Processador: QuadCore Intel Core i7 870, 3200 MHz (24 x 133)
- Placa Mãe: Asus P7P55D Pro
- Placa de vídeo: XFX GeForce 7300 GS Video Adapter
- HD de 500 GB
- 4 Gb Memória DDR3
- Placa de rede wireless 300 mbps
- Fonte XFX 650W
- GABINETE SPIRE SAVIT 6003 SP6003B-CE/R PRETO
- Teclado e Mouse
* Sem monitor
* Com três meses de garantia; entrega pra região de Curitiba
Tudo por R$1.500,00.
Pra vender rápido e por ser um computador semi novo (dois meses de uso: praticamente novo), baixamos seu preço em, pelo menos, 25% do preço de mercado.
Formas de pagamento: à vista você leva por R$1.425,00 ou R$1.500,00 em até três vezes, com entrada de R$900,00 + duas vezes de R$300,00 no cheque (pra 30 e 60 dias)
Interessou?
Entre em contato comigo: Leandro – (41) 3085 5460 e/ou leandro.hammer@gmail.com
.
Assinar:
Postagens (Atom)